Nenhuma pretensão. Mentira. Toda pretensão. Sobre tudo. Mas por enquanto, nem escrevendo eu estou.
domingo, agosto 07, 2005,8:25 AM
Será mesmo que é possível?
Até que ponto a gente se faz conhecer?
Há alguns anos descobri, entendi, ou sei lá, que sempre tive problemas com isso. Apesar de achar que eu era um livro aberto, que sabia mostrar claramente o que tava sentindo, de me comportar ou reagir da melhor maneira possível, me mostraram que não era bem assim; podia até ser um livro aberto, mas escrito em japonês, braile ou venusiano...
E existe alguém no mundo que consiga ser tão isento de mal entendidos, que consiga dominar a tal da linguagem tão bem a ponto de dizer, ou ainda demonstrar, sem erro nem sombra de dúvidas o que tá sentindo? (claro, quando tem a vontade de ser sincero..) E pior ainda, existe alguém que consiga vencer essa barreira da auto proteção, esse instinto natural que faz ser tão difícil ser completamente sincero? Quero dizer, essa coisa que impede uma exposição muito grande do que está no coração?
Pra mim é certo que um dos motivos da gente existir é o relacionamento com todo o mundo. Pra aprender, dividir, cuidar, amar, etc, etc, etc...nas duas vias, ou seja: vai e volta. Conhecer e ser conhecido.
Só que daí temos o problema da confusão. Que tipo de relacionamentos nós estabelecemos se é tão complicado a exposição? Talvez, e essa é só uma suposição otimista, seja bom até essa certa dúvida que coça nas pontas dos dedos quando estamos em pleno processo de relacionamento..sei lá, como se fosse o tal temperinho que faz a gente querer sempre mais, não parar de buscar. Porque a cada dia que passa eu entendo menos as pessoas, não vejo sentido nenhum nas atitudes, consigo evitar cada vez menos as "más expressões" vindas de mim...e eu não desisto nunca. Até me canso, mas depois de uns diazinhos de isolamento recupero o fôlego.
Mas enfim, será que é possível que um dia tudo isso nos leve a conhecer de verdade quem está com a gente?
Será que algum dia alguém vai conhecer o que nós somos de verdade?
 
Por Renata O. | 1 Não clique aqui.
segunda-feira, agosto 01, 2005,3:58 AM
Domingão a tarde.
Sabe, queria saber o que é que faz tanta falta em tudo.
Escrevi uma certa carta (sim, era de amor mas não nesse sentido que vc tá pensando) outro dia e não postei ainda. E é carta de verdade, escrita a mão e tudo..cheia de desabafos, letras tremidas, gotas de lágrimas (nóssa, que drama). Acho que o que mais pesou foi porque é uma carta muito sincera, sem meias palavras. E também foi escrita quando percebi uma das coisas que mais me fazem falta.
O difícil parece ser justamente isso, perceber o que é que faz falta, afinal de contas. Qual o motivo da insatisfação; estar com tanto e não ter nada. O que poderia ser melhor nesse Domingo a tarde?
 
Por Renata O. | 1 Não clique aqui.