Sou eu também.
Sobre o mundo, as pessoas, nós mesmos. Tudo o que não está sob nosso controle, tudo que independe das nossas decisões, está de certa forma dentro de nós mesmos. Já disse, uns dois posts antes, que o mundo é só a nossa própria interpretação, que estamos sozinhos no sentido de que tudo com o que convivemos é só a nossa própria leitura das coisas; portanto tudo somos nós mesmos.
O mundo é o que temos dentro do nosso pensamento. Mas isso não é consciente, afinal continuamos esperando que tudo se independa, não queremos a responsabilidade pelos atos alheios - e nem somos responsáveis por eles. No entanto, apesar de termos todos um mundo particular, não temos controle sobre ele: criamos ideais, esperamos coisas do outro, nos desapontamos se de repente pula na nossa cara que as coisas não eram como pareciam ser.
Mas isso não impede que tentemos sempre ter o controle, através do entendimento, de tudo o que acontece. Não sei se acontece contigo também, mas sempre procuro saber o que o outro pensa. Entender o mundo dele. E isso quase nunca funciona, porque a nossa interpretação pertence ao nosso próprio mundo, não é aplicável ao pensamento do outro. Wittgenstein, o jardineiro que não gostava de criancinhas, já falava isso..e pelo que eu entendi dele, concordo. Russell também disse, que a linguagem perfeita seria aquela que cada qual desenvolvesse, mas isso é inaplicável, porque se cada um tivesse sua própria linguagem, ninguém se comunicaria. Por isso a vaguidade é importante.
A vaguidade. A ambiguidade. A nossa liberdade para atribuir ao outro o valor que quisermos. Ou que desejarmos. Mas como moderar essa liberdade? Tem que existir um parâmetro racional pra isso..uma liberdade muito livre pode trazer só sofrimento. É uma liberdade burra, mas eu posso discutir isso se for preciso.