Noite afora, vendo as pessoas. Parada no meio de um ciclone, olhando como se não estivesse lá.
E é tudo encenação...
Mostrando beleza, espirituosidade...força de personalidade, determinação, carinho.
E aqui dentro uma nostalgia, uma separação do mundo que é inexplicável. É como se estivesse vendo uma peça de teatro. Tem cheiro, tem toque, está presente...mas eu não estou lá.
E aqui dentro uma procura por algo que me prenda...que me dê saudade...que eu queira revisitar. Mas não há.
Será que eu morri e não sei? Eu virei um fantasminha caminhando entre as pessoas, sem saber que ninguém me vê?
Ser escravo da própria liberdade...isso é interessante para se pensar.